sexta-feira, abril 20, 2018

Rosário para salvar a França: 28 de abril de 2018


Quando Nossa Senhora nos ensinou a rezar o terço, ficou claro que ele era uma arma de guerra. A revelação feita a São Domingos foi durante a grande ameaça dos cátaros, ou albigenses, que tomaram de assalto grande parte da Igreja ao sul da França com essa heresia maniqueísta, pacifista, ecologista e abortista. E isso nos séculos X e XI e XII.

Nossa Mãe sempre considerou o terço como uma arma contra o demônio; tanto arma pessoal de luta contra as tentações, quanto arma da comunidade, contra os ataques organizados contra a fé. Recentemente, em maio 1955 (mês de Maria), Pe. Petrus Pavlicek conseguiu, numa extraordinária cruzada do Rosário, a desocupação da Áustria pelas tropas soviéticas. Segundo o historiador Siegfried Berr "a questão do motivo de os soviéticos finalmente decidirem abandonar a posição militar no leste austríaco, na primavera de 1955, e de concordarem com a desocupação negociada, tem preocupado os historiadores desde então". E é bom que fiquem mesmo preocupados, pois isso foi obra de Nossa Senhora. (Ver Revista Permanência, no.272, páginas 115-119)

Agora, "la fille aînée de l'Eglise Catholic" (a filha primogênita da Igreja Católica) irá recorrer a essa arma poderosa para salvar-se de seus inúmeros inimigos: os intelectuais, decendentes dos revolucionários de 1789, a invasão islâmica, os poderes globalistas representados por Emmanuel Macron, etc.

Seguindo o exemplo da Polônia, haverá a reza do Rosário nas fronteiras da França. Várias cidades já confirmaram a participação.



Que "la fille aînée de l'Eglise Catholic" obtenha os favores de Nossa Senhora em sua luta contra o príncipe deste mundo.

Saint Denis et Sainte Jeanne d'Arc, priez pour votre France!


terça-feira, abril 17, 2018

Somos todos comunistas!




Vejam vocês, a nata da direita americana, incluindo Donald Trump, está usando regularmente o termo "mccartismo". Esse termo foi cunhado pela KGB para desmoralizar Joseph McCarthy, bravo senador americano que identificou pelo menos 50 agentes comunistas dentro da administração americana no pós-guerra. 

Na época, o termo foi usado para calar tanto o senador quanto seus apoiadores. Quem quiser saber mais quem foi Joe McCarthy deve consultar a obra prima de M. Stanton Evans: Blacklisted by History.

Sobre a atual direita usando o termo cunhado pela KGB, leiam o artigo de Diana West: A Short, Communist History of "McCarthyism"

Sobre a infiltração comunista nos altos escalões do governo americano desde a década de 1930 (até hoje) leia o livro de Diana West: American Betrayal.

Agora, os últimos parágrafos do artigo de Diane West.

O "mccartismo", não a subversão comunista, foi vencido.

Assim, hoje, em todo o espectro político, continuamos a condenar o velho e mal "mccartismo", tendo esquecido tudo sobre a subversão comunista.

Imagino se virá o dia em que os conservadores, pelo menos, perceberão que quando condenam o "mccartismo", eles estão colocando em Stalin um rosto grande e feliz, onde quer que ele esteja queimando.

sábado, abril 14, 2018

Uma “palavra difícil” anunciada na Praça de São Pedro



 Artigo publicado pelo OnePeterFive, escrito por Paul Badde


O credo cristão é um desafio que começa com a alegação de que Deus se tornou Homem e prossegue com a crença no fato de Sua Ressurreição dos mortos no sepulcro. Não surpreende que os hereges eclesiásticos, desde o princípio, tentaram suavizar esta afirmação e atenuá-la.

Não foram os hereges, contudo, mas sim alguns equivocados teólogos modernos que finalmente tiveram sucesso em adaptar a completa imposição do Credo às nossas mentes limitadas. A noção grega de Kerygma – é, de fato, uma palavra difícil – tem um papel chave que tem, contudo, permanecido, em grande parte, desconhecido dos fiéis. Kerygma significa “proclamação”, “anúncio” e também “homilia”. Foi essa noção que essencialmente ajudou alguns a reinterpretarem a antiga Fé Pascal de modo a fazer crer que afinal Cristo não ressurgiu dos mortos num corpo físico, mas, ao invés, Ele ressurgiu na proclamação da Ressurreição, feita e difundida por Seus discípulos. A Ressurreição dos mortos pelo Filho de Deus Encarnado se torna, então, de fato, uma ressurreição na, e através da, homilia. A diferença é extremamente tênue e diáfana, e certamente essa especulação não era somente uma ideia idiota incomum. Não se deve esquecer que aqueles mesmos medrosos apóstolos – todos eles (exceto São João) fugiram antes da morte de Jesus – começaram, três dias depois de Sua morte, a falar, inesperada e subitamente, com muita coragem, sobre Jesus como o Messias ressurreto.

Portanto, caso alguém venha a encontrar os “ossos de Jesus” em algum lugar em Jerusalém, isso não abalaria minimamente a “Fé Pascal” do grande teólogo protestante Rudolf Bultmann, como ele próprio disse certa vez. Mais tarde, o Kerygma se tornou o núcleo do dogma da teologia moderna, tanto protestante quanto católica, numa espécie de realização ecumênica. Não adiantou que Romano Guardini, já em 1937, em sua obra maior O Senhor, tenha rejeitado clara e decididamente essa alegação. Hoje, todavia, não há quase nenhum padre ou bispo que não tenha sido infectado levemente por essa grave alegação, para não ser ridicularizado por seus irmãos por causa de sua suposta fé infantil e ignorante.

Essa alegação kerygmática dominante levou, especialmente na Alemanha, a uma situação tal que os poucos fiéis que ainda vão à Igreja têm dificuldade de entender que padres e bispos, de fato, não acreditam mais, de forma integral, no que a profissão de Fé de Nicéia afirmou explicitamente no ano de 325. São Paulo, contudo, muito provavelmente consideraria essa negação a maior heresia de todas, não desde fora, mas desde dentro da Igreja. E agora ela aparece na Praça de São Pedro.

Como assim? Ora, na quarta-feira, 28 de março de 2018, o Papa Francisco numa introdução ao Triduum Pascal, com suas celebrações, quando ele casualmente instruía os peregrinos de todos os cantos da terra, falando de improviso, afirmou que a Páscoa “não termina” com os habituais rituais daquele particular domingo. Pois, “ele é onde a jornada começa, a jornada da missão, do anúncio: Cristo ressurgiu. E esse anúncio (proclamação), a que o Triduum leva, nos preparando para acolhê-lo, é o centro de nossa fé e de nossa esperança; é o núcleo, é a mensagem, é – aqui a palavra difícil, que diz tudo – o kerygma que continuamente evangeliza a Igreja e com o qual ela, por sua vez, é convidada a evangelizar.”

Assim falou o papa. Deus o abençoe. Mas não temos de acreditar nisso. Graças a Deus. Podemos ainda confiantemente acreditar, como criancinhas, que não é a proclamação verbal, mas o fato da própria Ressurreição corporal de Jesus que é realmente o centro e o núcleo de nossa Fé e de nossa esperança.

quinta-feira, abril 12, 2018

Gaudete et Exsultate: outro escândalo do Papa Francisco


Na mais recente Exortação Apostólica, o Papa Francisco afirma, entre outras coisas, o seguinte.

1. Ordens contemplativas afastadas do mundo são insalubres;

2. A Igreja nem sempre tem todas as resposta e não deve dizer às pessoas como viver suas vidas;

3. A doutrina católica está sujeita a diferentes interpretações dependendo das circunstâncias;

4. A doutrina católica não é monolítica, mas aberta a dúvidas;

5. Forte adesão à doutrina e à disciplia católica é pelagianismo, ou seja heresia;

6. Aqueles que resitem, i.e, àquilo que Francisco quer, sucumbiram às forças do mal;

7. Aqueles que dizem que tudo é possível com o auxílio da graça são realmente pelagianos;

8. Mesmo com o auxílio da graça é impossível "para o fraco" respeitar a lei moral dados seus limites "concretos"; somente um progresso gradual é possível. Isso, além de luteranismo claro, é também o pelagianismo que o Papa condena;

9. Adesão à doutrina e disciplina católica é aridez pelagiana que rejeita o "espírito";

10. Católicos tradicionais são crueis pelagianos curadores de um museu religioso que rejeita o "espírito";

11. Tentativas de limitar a imigração mulçulmana é equivalente ao aborto;

12. E mais.

Ferrara ainda cita dois autores: Roberto de Mattei e São Roberto Belarmino. De Mattei ela lembra o seguinte: "Precisamos ter coragem de dizer: Santo Padre, o senhor é o primeiro responsável pela confusão que existe hoje na Igreja. Santo Padre, o senhor é o primeiro responsável pelas heresias que circulam hoje na Igreja."

De São Roberto Belarmino ela cita o De Controversiis: sobre o Pontífice Romano. São Belarmino diz: "Portanto, tal como é legítimo resistir a um Pontífice que invade um corpo, é também legítimo resistir-lhe quando invande as almas ou perturba um estado, e ainda mais se ele tentar destruir a Igreja. Digo que é legítimo resistir-lhe, não fazendo o que ele ordena e impedindo-o para frustrar seu intento."

Paro por aqui, sugerindo a leitura do artigo do Ferrara.

domingo, abril 08, 2018

Bispo emérito escolhe Barrabás!


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Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau, escolheu ontem Barrabás! Repete-se a escolha de dois milênios atrás, ainda durante a oitava da Páscoa. As faixas dizem bem a quem o bispo respeita: o comunismo (CUT) e as abortistas (Marcha Mundial das Mulheres). Se há ainda algum bispo católico no Brasil, agora é a hora de se levantar contra essa blasfêmia. Se ninguém aparecer, devemos chegar à conclusão de que o catolicismo desapareceu do episcopado brasileiro. Nenhuma consideração fraternal, doutrinária ou teológica pode impedir um bispo, um sucessor dos apóstolos, de corrigir publicamente esse bispo escandaloso. Não fazer essa correção é falta gravíssima! 

Se os senhores querem defender Nosso Senhor Jesus Cristo, agora é o momento, senhores Bispos do Brasil!



Apostolado Católico Atualmente

sexta-feira, abril 06, 2018

Blog discorda, respeitosamente, do Cardeal Burke

Num post do Fratres, ficamos sabendo a posição do Cardeal Burke sobre a "situação intolerável" da Igreja sob o papado de Francisco. Palavras fortes, consoante com a situação gravíssima da Igreja perante afirmações do pontífice sobre a imortalidade da alma e sobre a existência do Inferno. Aqui não há nenhuma questão delicada de teologia, não há aquele embate de ideias que deixa perplexo o fiel. Não há que se consultar a Suma Teológica, nem Santo Afonso, nem aquelas discussões medievais infindáveis. 

As afirmações do papa atacam o centro de nossa fé. Se a alma desaparece depois da morte, se não há o Inferno, duas coisas podem ser deduzidas: a Redenção não existe e Nosso Senhor é o maior mentiroso da história. O papa não diz só que Jesus não é Deus, como os arianos, mas que Ele é mentiroso, um charlatão!

Mas o que o blog discorda do Cardeal Burke é o seguinte (palavras do Cardeal): "Primeiro, o fiel ou pastor deve expressar a sua crítica em privado, para que o Pontífice possa se emendar. Se o Papa se nega a corrigir o seu modo gravemente deficiente de ensinar e agir, a crítica deve ser feita pública, porque dela depende o bem da Igreja e do mundo." Ora, Cardeal, não esperava ouvir isso, logo do senhor, que enviou ao Papa, junto a outros três cardeais, os Dubia, e ficou sem nenhuma resposta. O senhor também viu um grupo de fiéis e prelados enviar aquele documento sobre as ideias heréticas do papa, expressas na Amoris Leticia. Ambas as correções em privado ficaram sem respostas. Por isso mesmo, tais documentos foram divulgados. Isso devia convencê-lo da inutilidade desse modo de ação, para com o atual pontífice. 

Agora é preciso afirmações públicas de prelados que ainda não perderam a fé para que o rebanho não seja entregue aos lobos. A situação agora é de uma crise sem precedentes e é preciso salvar o que ainda pode ser salvo.

A situação é grave e comportará muitos riscos. Mas estamos num naufrágio e precisamos salvar quem está afogando. Qualquer coisa é melhor que nada.

Que Nossa Senhora nos ilumine, Ela que nunca nos abandonou em situações de crise!

quinta-feira, abril 05, 2018

Edição Extra das Lições

Comento aqui uma afirmação que poderia estar num artigo final d’O DOMINGO, panfleto revolucionário distribuídos nas Missas de Paulo VI. Ela poderia ter sido dita pelos padres Nilo Luza, Paulo Bazaglia, ou mesmo pela nossa missionária da Amazônia, ex-prefeita de Campinas pelo PT, a Sra. Izalene Tiene. Poderia ter sido escrita em qualquer domingo, mas principalmente na Semana Santa.

Eis a frase: “Quem se aglomerava em torno de Jesus para ouvir as suas palavras? O povo. E quem O crucificou? Os escribas, os fariseus, os doutores da lei, o governo romano, os príncipes dos sacerdotes”.

Podemos imaginar uma sequência de um dos padres mencionados, ou outros: “Pois Jesus veio com um projeto para os pobres, para os desvalidos, e não para os poderosos. Veio para desafiar a ordem estabelecida, veio para fundar um reino de justiça e de paz social, fundamentado na dignidade da pessoa humana”. Esta frase imaginária seria um bom complemento da frase inicial, que é verdadeira. Já-já revelo o seu indigitado autor.

Eu responderia à frase real perguntando o seguinte: e o povo todo gritando “Barrabás, Barrabás”? Houve uma consulta popular feita por Pilatos; houve a expressão da democracia direta. Sim, Pilatos poderia ter salvado Jesus. Mas ele era um democrata (como o são todos os padres modernistas) avant la lettre: afinal, a voz do povo é a voz de Deus, ou não é? E o que dizer de Iscarites, que vendeu Jesus por trinta dinheiros. Era também príncipe, era também poderoso, era doutor da lei? O que dizer de José de Arimatéia, que ouvia Jesus, era um dos seus discípulos, mas não era do povo? Esse padre está tentando nos enganar, como fazem os Luzas e Bazaglias da vida! É tão asqueroso quanto estes.

Hugues Felicité Robert de Lamennais.PNG
Mas a surpresa toda vem agora. Esse padre, esse revolucionário, falou isso em 1834, antes do manifesto comunista, antes do apogeu de Marx, pouco mais de trinta anos depois da Revolução Francesa. Seu nome? Esse infeliz é Felicité de Lamennais, o fundador do catolicismo liberal. Ele publicou essa frase em seu livro, estrondoso sucesso, e referência de todos os modernistas, Paroles d’un Croyant. Sim de um croyant, crente, não de um católico. Crente num deus que não existe, num deus construído conforme suas convicções, como o deus de Lutero.

Lamennais era também homossexual e, aos 33 anos, teve uma relação amorosa com um jovem, Harry Moorman, estudante de 13 anos, em Londres. Hoje, isso seria considerado pedofilia! A relação foi tão tórrida que Lamennais queria levar Harry, à força, para Paris, mas desistiu do intento por aconselhamento do Padre Carron. Será que existe uma relação mais estreita entre catolicismo liberal e homossexualismo? Será que Lamennais foi precursor de outros “movimentos” que também hoje infestam a Igreja? Não sei. Mas fica a observação.

O mal não é definitivamente o comunismo, mas o liberalismo. Eis a minha modesta opinião.

terça-feira, abril 03, 2018

Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXXIV


Comento aqui o artigo final d’O DOMINGO de 01/04/2018, Domingo de Páscoa, do Pe. Paulo Bazaglia. Pe. Bazaglia é já nosso conhecido nestes comentários. Está sempre presente com suas ideias distorcidas.

O Evangelho que merece seu comentário é Jo 20, 1-9. Maria Madalena vai avisar os apóstolos João e Pedro que o sepulcro está vazio. Eles correm, para verificar.

O artigo do Pe. Bazaglia é intitulado Sinais da Ressurreição, título muito apropriado! Além de platitudes, ele insiste numa ideia antiga, que ele não cansa de repetir. Desta vez, ele a expressa da seguinte forma: “A corrida dos dois discípulos ao sepulcro é a corrida simbólica da fé, e quem chega primeiro é o Discípulo Amado. Chega antes quem ama e vive a relação do amor e da amizade com Jesus. É o último a ver os sinais, mas o primeiro a acreditar.” É impressionante como num trecho tão curto cabe tanta besteira!

Primeiro, parece que João e Pedro apostam uma corrida até o sepulcro, cada um tentando ganhar. Um novo, o outro velho e o novo ganha a corrida. Mas não ganha porque é mais novo, mas porque ama. De quebra, insinua-se aqui que Pedro, o primeiro papa, não amava Jesus, não vivia a relação do amor e da amizade com Jesus. Depois, o padre denomina essa corrida a “corrida simbólica da fé”. Eu a denominaria a corrida simbólica da dúvida, da estupefação, da surpresa, mas não da fé. Só depois, no final da passagem é que se informa: “ele viu e acreditou”. Além disso, o evangelista nos diz: “eles não haviam compreendido a escritura”.

Mas como essa ideia distorcida do Pe. Bazaglia é antiga, eu já a comentei aqui, no Domingo da Páscoa de 2009, na parte XVII destes comentários. Quem se interessar pode ler o antigo comentário aqui.

sexta-feira, março 30, 2018

Um resumo instrutivo do catolicismo liberal

Encontro tal resumo num sumário da obra do Pe. Emmanuel Barbier, HISTOIRE DU CATHOLICISME LIBÉRAL ET DU CATHOLICISME SOCIAL EN FRANCE, uma obra em cinco volumes. Pe. Barbier tem uma vasta obra na vertente do antiliberalismo. Um resumo de sua biografia e da lista de suas obras, vocês podem consultar aqui. (Em francês.)

Não li a obra em tela ainda, mas seu sumário é interessante o suficiente. Ei-lo.

Ao nosso caríssimo filho, Emmanuel Barbier, padre, felicitando-o de todo o coração por ter tão bem defendido a causa católica, e rogando a Deus de lhe conceder em recompensa toda a prosperidade e todos os favores. Nós concedemos, muito afetuosamente, em testemunho de Nossa benevolência, a benção apostólica. Pius PP. X. 3/05/1912

Uma tal recomendação do autor da presente obra deveria contentar ao leitor católico.

O catolicismo liberal fez três tentativas durante um século para conquistar a Igreja de França e o papado: a primeira foi contida pela encíclica Mirari Vos, de Gregório XVI, a segunda pelo Syllabus de Pio IX e o Concílio do Vaticano (I), a terceira, que é o objeto do presente trabalho, pelos atos de Pio X. Encontrar-se-á aqui um resumo das duas primeiras.

Cada uma dessas três campanhas tem seu caráter particular. A primeira foi propriamente uma obra de um homem. Lamennais, que em vez de invocar os direitos da Igreja, segundo a tradição desta, invocou os direitos de todos e considerou que bastava colocar a liberdade católica sob a proteção da liberdade comum.

A segunda campanha uniu de início todos os católicos liberais. A maioria apenas sonhava em obter a liberdade de ensino para a Igreja, mas seus chefes, os verdadeiros discípulos de Lamennais, pediam-na para todos e persuadiram bispos a reclamar o direito a todos.

A terceira aparição do liberalismo católico se produziu durante o pontificado de Leão XIII. Esse papa ilustre manteve com firmeza a doutrina do Syllabus em suas encíclicas. Todavia, sob o pretexto de se conformar ao evidente espírito de conciliação – no qual se inspirou em seus relacionamentos com o Governo francês – todos aqueles que desejavam aliar o catolicismo à República existente, com as reformas sociais exigidas pela democracia, se encorajaram com suas ideias; e uma tolerância de fato deixa o campo mais ou menos livre para os liberais até o fim de seu pontificado. Pio X retirou tal liberdade e retomou a tradição de Gregório XVI e de Pio IX. Depois da morte de São Pio X, o movimento retoma seu curso ainda mais fortemente, para triunfar com o Vaticano II.

Veem-se aparecer nessas três fazes sucessivas os três caracteres do catolicismo liberal: simpatia pela liberdade política, simpatia pela democracia social e simpatia pela livre busca intelectual.

quinta-feira, março 29, 2018

Artigo meu no jornal do Centro Dom Bosco



Escrevi um pequeno texto para o primeiro número d'O UNIVERSITÁRIO, jornal de combate do Centro Dom Bosco. Espero que gostem.

https://ouniversitario.saojeronimo.org/comunismo-visto-na-pratica-por-um-professor/

quarta-feira, março 28, 2018

Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXXIII


Estava me preparando para comentar o folheto O DOMINGO, do Domingo de Ramos (25/03/2018), como sempre faço, dando ênfase aos artigos finais, quando tive a feliz surpresa da ausência dos artigos. Que terá acontecido com a Izalene Tiene, ex-prefeita do PT (cheia de processos de corrupção), transformada em leiga missionária na Amazônia? Que terá acontecido com os Luzas e Bazáglias da vida? Gostaria de acreditar que estes artigos finais tenham sido defenestrados do panfleto, mas não creio nisto.

Mas a seção “Lembretes e sugestões” nos reserva algumas surpresas. No item 5, aparece a estranha sugestão de “dar destaque à Cruz”, como se a Cruz, o Madeiro, o Patíbulo de Nosso Senhor não fosse o centro da vida do católico. Como se, ao longo do ano, pudéssemos esquecer que Ele morreu por nós, por nossos pecados, naquela horrível Cruz. Que nela Ele se cobriu com todos os nossos pecados e foi abandonado até por Seu Pai. Morte horrível, totalmente abandonado, coberto de chagas, com dores em todos os músculos do Seu Divino Corpo, bebendo vinagre e fel. “Dar destaque à Cruz” é a sugestão mais nojenta desse jornalzinho hediondo!

Ainda tem a sugestão 6: “Lembrar da coleta da CF”. Disso não preciso falar, pois sabemos, graças ao Bernardo Kuster, para onde vai nosso dinheiro: para financiar instituições esquerdistas e abortistas, dentre outras.

Esse panfleto revolucionário precisa desaparecer de nossas igrejas!



segunda-feira, março 26, 2018

STF e as quatro causas de Aristóteles


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Dizem por aí que Aristóteles afirmava que conhecemos qualquer coisa quando conhecemos suas quatro causas. Quatro, nem mais nem menos! Exercito-me um pouco sobre a última decisão do STF, descrevendo suas quatro causas.




Causa material: o Habeas Corpus apresentado pelos advogados de Lula;

Causa eficiente: as suas excelências do Supremo;

Causa formal: a impunidade em si;

Causa final: soltar todos os maiores ladrões do Brasil. Os menores sempre estiveram entre nós.

That's all, folks!

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sábado, março 24, 2018

Recordar é viver!

Em março de 2009, publiquei um post: Ufa! “Frei” Beto, finalmente, confessa não ser católico. Nos comentários do post apareceu um muito significativo: o de um tal Pe. Gelson (acho que descobri quem ele é! Vejam abaixo.). O comentário é o seguinte: 

"Olá...leio aqui abaixo que os comentários devem ser aprovados pelo autor do blog: portanto, vc só posta o que te interessa. Mesmo assim, voce lendo meu comentário já basta. Você é analfabeto pois nem sabe que a palavra TEMOR, tem dois sentidos. tire esse lixo de blog do ar e para de publicar idéias ridículas sobre nosso querido frei Betto. Grato! Padre Gelson"

Respondi o comentário com o post: Padre Gelson defende “frei” Betto e dirige doces palavras ao blogueiro. O padre continua um pequeno diálogo com o blogueiro. Ele comenta, neste último post: 

"Vou explicar o sentido do termo TEMOR, embora teu pedido esteja carregado de ironia. O que você fez foi um reducionismo, considerando apenas o sentido de RESPEITO para a palavra TEMOR, ou seja, você fala em respeito filial e respeito servil. Estou de acordo que devemos todos estar imbuídos deste respeito em relação a Deus. O que Frei Beto disse foi:"do que é invisível só não temo Deus" (ele não disse "não temo a Deus") Isso significa: "não tenho medo de Deus". Eu também não tenho medo de Deus. Nem ameaço meus paroquianos com a imagem de Deus juiz e castigador como aconteceu na Idade Média e como acontece ainda hoje com teu grupo com fins claros de manter as pessoas subjugadas enquanto as elites econômicas, políticas e também religiosas gozam de privilégios sem fim. Perdoo tua confusão hermenêutica, mesmo em relação a uma sentença tão simples. O que não posso aceitar calado é a públicação de afrontas que tentam macular a biografia de um grande profeta como frei Beto a partir de um erro de interpretação. Grato! padre Gelson"

Eu respondo, na área de comentários:

"Padre, obrigado por sua resposta. 
De novo, padre, o senhor mantém sua fúria. O senhor diz que tenho um grupo que tenta manter as pessoas subjugadas “enquanto as elites econômicas, políticas e religiosas ...”. Padre, não precisou de muito para o senhor se revelar. O senhor é um marxistazinho de meia tigela, tentando vender sua ideologia na forma de religião. Meu grupo, padre, é um antigo grupo. Ele foi fundado, há uns dois mil anos, por Nosso Senhor Jesus Cristo e se chama Igreja Católica. Hoje este grupo é liderado por um representante de Cristo na Terra, que se chama Papa Bento XVI.

"O senhor fala não acreditar que Deus seja juiz e castigador. Padre, o senhor acredita no Juízo Final? Vamos ver se o senhor acredita nesta passagem: “Quando pois vier o Filho do homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então se sentará sobre o trono da sua majestade. Serão todas as gentes congregadas diante dele, o qual separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Porá as ovelhas à sua direita e os cabritos à esquerda. Então, o rei dirá aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome (...) Então também dirá aos que estiverem à esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o demônio e para aos seus anjos (...) Esses irão para o suplício eterno, os justos para a vida eterna.” (Mt 25, 31-46.) Que tal padre? Use sua hermenêutica para me explicar esta passagem de um Deus que, segundo sua interpretação completamente contrária à Doutrina da Igreja, não é juiz. 

"Esta passagem também revela as duas dimensões da palavra temor. O senhor novamente se engana com o que seja temor e com o que o “frei” Betto disse. Aliás, eu elogiei o senhor por ter escrito certo o apelido de seu profeta e agora o senhor escreve Beto apenas. Terá sido porque o senhor quis fazer seu profeta um pouco mais humilde, um pouco menos sofisticado? Mas sigamos. Se o senhor fosse a um dicionário antes de me responder, talvez tivesse compreendido o que eu e o seu profeta dissemos. Um significado da palavra temor é o temor filial, ou seja, respeito, receio de ofender a um ser tão bom. O outro é o temor servil, ou seja, medo do castigo. Não há mais nada. Esses dois temores são os que temos de ter de Deus: o respeito de filhos, por merecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, e o temor de Sua justiça, como juiz. Este último temor só tem os humildes, que se sabem pecadores, que se sabem merecedores do inferno, não fosse pelo Santo Sacrifício da Cruz. O medo do inferno é o medo que fabrica os santos. O verdadeiro católico reza permanentemente para não ser contado entre os cabritos, mas entre as ovelhas. É esse temor que fez Santo Agostinho, Santo Agostinho, padre, pedir incessantemente aos seus amigos e conhecidos que rezassem por ele depois de sua morte, para que sua alma se salvasse. Ou seja, Santo Agostinho tinha temor de ser contado entre os cabritos!

"Há ainda, em sua resposta, padre, a alusão à Idade Média. Parece que o senhor pensa que a imagem de Deus “juiz e castigador” foi forjada na Idade Média. Ora, a passagem do Evangelho, sobre os cabritos e as ovelhas, mostra que isso não é verdade. Mas a idéia que o senhor tem da Idade Média é mesmo coerente com o fato de o senhor considerar “frei” Betto um profeta. Um profeta comunista, abortista, ecumênico, etc. Um profeta admirador de Fidel Castro ... Sem comentários, padre!

"Padre, de novo, o senhor comete outro equívoco dizendo que perdoa minha confusão hermenêutica. Não, padre, o senhor pode perdoar meus pecados no confessionário, In Persona Christi. Falo em confessionário e já duvido que o senhor confesse seus paroquianos em confessionário. Confessionário deve ser outra invenção medieval. O senhor é muito moderno para confessionários. Mas, o senhor não precisa me perdoar a aludida confusão hermenêutica. Primeiro porque, tendo o hábito de ler dicionários, eu sei muito bem qual é o significado da palavra temor. Em segundo lugar, tendo o hábito de ler a Bíblia e a patrologia latina e grega, como também os santos, eu sei muito bem o que é o temor a Deus, ou temor de Deus. Seu profeta também sabe e ele disse que não teme Deus, ou seja, não lhe tem respeito e/ou teme sua justiça. Não há outra opção. Sua tentativa de distinção entre “temer Deus” e “temer a Deus” é falsa. Basta ler o “Aurélio” para se certificar disso. 

"Rezo para seus paroquianos, para que eles tenham o Santo Temor de Deus, que é o fundamento do catolicismo, que é a ÚNICA religião que salva. Rezo também pelo senhor, padre, para que o Espírito Santo ilumine seu ministério."

Ele responde, ainda no post em tela:

"Este é meu último comentário aqui: primeiramente porque não passarei os próximos dias num escritório e sim com o povo pobre e excluído, que celebra o Natal sem hipocrisias; segundo, porque discutir com você é como discutir cores com cegos. Para concluir, garanto que conheço muito bem a passagem de Mt 25. Pratico a caridade, mas não fico só nela. Praticar a caridade não é atestado de bom católico. Também os maçons, os espíritas e os ateus praticam a caridade. Ser católico verdadeiro exige praticar a caridade e lutar pela justiça. Jesus não seria morto se apenas ensinasse a caridade. Mas ele propos a prática da justiça como condição para a chegada do Reino. Por isso foi perseguido, caluniado e morto. Não por ateus, mas pelos mais fervorosos judeus. O mesmo excesso de fervor levou às cruzadas e às fogueiras da inquisição. A inquisição moderna quer levar a fogueira frei Betto ou Beto(não vem ao caso aqui)e certamente com ele Pe José Comblin,D. Pedro Casaldáliga e ainda postumamente D Helder entre outros. A Igreja que pediu perdão por condenações passadas precisa urgentemente aprender a dialogar internamente e externamente, ao invés de punir sem direito a defesa, àqueles que porventura ousam criticá-la sem deixar de amá-la!
Pe Gelson"

E eu termino, respondendo:

"Pe. Gelson, é uma pena que o senhor não tenha mais tempo para discutir comigo. Tinha ainda algumas coisas para perguntar ao senhor. 

"Por exemplo, o senhor não respondeu sobre sua interpretação de Mt 25. Eu nunca duvidei que o senhor conhecesse o Evangelho. Gostaria de saber seu entendimento, sua hermenêutica. Depois de dizer que Deus não é castigador, seria interessante saber como interpretar Mt 25.
Seu último comentário também deixa algumas perguntas. O senhor diz “Jesus não seria morto se apenas ensinasse a caridade.” Puxa! padre, o senhor não para de me surpreender. Este “apenas” é demais! Lembra-me de outra passagem do Novo Testamento, que o senhor certamente conhece: 1 Cor 13. 

"Padre, quem esperava em Jesus um justiceiro foi Judas Iscariotes. Jesus não propôs esta justiça da qual o senhor fala, coisíssima nenhuma. A justiça que ele veio anunciar é a de Mt 25, não esta justiça vermelhinha de Casaldáligas, de Helderes e de Bettos. É fácil se esquecer de 1 Cor 13, quando se tem o Capital de Marx como Bíblia.

"O senhor diz: “pratico a caridade, mas não fico só nela”. Sei. O senhor também pratica o comunismo, claro. O senhor sabe, claro, que a Igreja condena o comunismo. Mas isso é coisa da Idade Média. O que vale uma condenação da Igreja? Afinal, vocês, padres de passeata, como dizia Nelson Rodrigues, não se preocupam com condenações da Igreja.

"Vejo que o senhor se preocupou muito em se dizer caridoso. Graças a Deus, padre, o senhor pratica a caridade. Queira Deus que o senhor continue assim. 

"Mas vejo também que o senhor pratica a maledicência, pois sutilmente o senhor quis dizer que quem fica num escritório não praticaria a caridade. Ora, sendo eu um professor que fico a maior parte do tempo entre quatro paredes, o comentário tem endereço claro. Mas, veja padre, o senhor não está errado não. Eu pratico muito pouco a caridade. Devia praticá-la muito mais. Penitencio-me por isso.

"Padre, o senhor também fala das Cruzadas e da Inquisição. Que pena, padre que o senhor não fará mais comentários. Tanta coisa eu teria para lhe perguntar! Por exemplo, se o senhor sabe que São Francisco de Assis, São Luis e Santa Catarina de Sena apoiaram vivamente as cruzadas. O senhor já leu as cartas de Santa Catarina de Sena que falam sobre as Cruzadas? O senhor sabia que muitos santos apoiaram e até participaram dos tribunais da Inquisição? 

"Pois é, padre, tantas perguntas que agora ficarão sem respostas! É uma pena.

"Mas, padre, uma coisa ficou clara: para o senhor sou um analfabeto cego! Como tal, me calo, fico também mudo."

Essa discussão foi uma das mais desprazerosas de minha vida. Acabei assistindo ao strip-tease ideológico do Pe. Gelson, vi sua baba comunista escorrendo pela boca, vi toda a corrupção do clero pós-Vaticano II. Mas, recentemente, penso ter encontrado a identidade do Pe. Gelson. Acho que o padre é este aqui, em seu perfil no facebook: Pe. Gelson Souza. Se não é este, ele enquadra bem no perfil ideológico do padre em questão. 



quinta-feira, março 22, 2018

Pe. Nilo Luza e o Livro de Judite

Hoje, resolvi fazer um pequeno comentário sobre o que diz Pe. Nilo Luza, o bravo editor de O Domingo, aquele folheto que emporcalha as Missas dominicais do Rito de Paulo VI.

Qualquer um que acesse o Facebook desse padre pode muito bem ter uma ideia de que sujeito estamos falando. Não é preciso nenhum comentário a respeito do que pensa esse indivíduo!

Mas, vagando pelas várias referência de Pe. Nilo Luza na Internet, tropecei num comentário dele sobre o Livro de Judite. Vamos ver algumas frases desse comentário. Os negritos são meus.

Pe. Luza começa assim: "O livro de Judite é mais uma novelinha interessante que se encontra em nossas Bíblias." Ficamos sabendo aqui que a Bíblia está repleta de novelinhas interessantes, o Livro de Judite sendo apenas "mais uma". E é interessante, pois sabemos que Deus, através de sua Sagrada Escritura, quer nos ensinar "coisas interessantes", não é? Aqui, Pe. Luza, mostra todo o seu desprezo pela Palavra de Deus. Não desconheço que Judite é uma personagem bastante interessante sob o ponto de vista moderno. Viúva linda que seduz, pelos seu encantos, um homem poderoso e lhe corta a cabeça. 


Não consigo deixar de lembrar o que Chesterton diz, em Hereges, da história de Sansão e Dalila. Ele diz: "Tal história é, por exemplo, a de um grande homem cuja força seja influenciada ou diminuída pela misteriosa fraqueza de uma mulher." A força de Holofernes não foi só diminuída ou influenciada pela fraqueza de Judite, mas foi exterminada.

Mas essa "novelinha" diz muito mais. Diz mais porque Judite estava conscientemente agindo como causa segunda, nas mãos da Causa Primeira. Em sua oração, antes de ir ter com Holofernes, ela diz: "Deus dos Céus, Criador das águas, e Senhor de todo o criado, ouve a esta miserável que te suplica, e que presume da tua misericórdia. Lembra-te, Senhor, do teu pacto, e põe as palavras na minha boca, e fortifica a resolução do meu coração, para que a tua casa permaneça em te santificar. E todas as nações conheçam que tu és Deus, e que não há outro senão tu." Diz mais porque Judite era uma viúva virtuosa, reclusa, temente a Deus, que decide usar todos os seus encantos de mulher para salvar o povo escolhido.

E o que diz nosso padre sobre isso? Diz: "O livro exalta a figura da mulher enquanto desempenha um papel público, tentando transformar relações discriminatórias no que diz respeito ao gênero."

Que asqueroso! Toda vez que vocês verem a palavra gênero no texto de alguém, é porque esse alguém é favorável à ideologia de gênero. Não tenham dúvidas! Que vergonha, Pe. Luza!

Mas além disso, onde o indigitado padre vê relações discriminatórias no Livro de Judite, pelo amor de Deus!?

Judite é tão respeitada pelos pelos anciãos que governam Betúlia, que ela se reune com eles, puxa-lhes a orelha, e pede-lhes cinco dias antes de se entregarem a Holofernes. E o que fazem os sábios e seu chefe Ozias? Simplesmente lhe concedem o que ela pediu. Não só, vão esperá-la na saída da cidade e rezam por ela, mesmo não sabendo o que ela planeja. Eles colocam toda a sorte da cidade nas mão dela! Isso lá é atitude discriminatória, contra uma mulher? Judite não estava tentando "transformar relações discriminatórias", mas salvar seu povo, usando do que ela tinha de mais valioso, aos olhos dos soberbos: sua beleza e sua capacidade de sedução!

O valor literário e inspirador do Livro de Judite é extraordinário. É uma das mulheres mais sensacionais do Antigo Testamento e mostra bem o valor que nós, o povo escolhido do Novo Testamento, que nós os católicos, damos às mulheres.

Termino com uma observação de Santo Tomás de Aquino sobre Judite (Suma Teológica, II II Parte, q. 110): "A Sagrada Escritura faz o elogio de certas figuras não porque essas pessoas tenham sido modelos de perfeitas virtudes, mas por causa dos bons sentimentos que demonstram possuir e que as levaram a cometer alguns atos indevidos. Neste sentido, Judite é reverenciada não por ter mentido a Holofernes, mas pelo desejo ardente de salvar seu povo que a levou a enfrentar graves perigos. E se pode dizer ainda que as palavras dela contêm uma verdade em sentido místico."

quarta-feira, março 21, 2018

O Islã é o que sempre foi!

Reproduzo abaixo texto de meu amigo Sidney Silveira, em seu facebook, sobre a invasão mussulmana da Catedral de Saint-Denis, em Paris.
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A AMPULHETA ESVAZIA EM VELOCIDADE CADA VEZ MAIOR

Há muitos anos digo a amigos e a pessoas próximas que as catedrais européias começarem a ser postas abaixo é mera questão de tempo...

Infelizmente, esta é uma evidência "quoad sapientes tantum", como diria Santo Tomás.

Se o marxismo fosse o grande problema da Igreja Católica (e, por decorrência, do resquício de civilização ocidental que nos cabe contemplar), seria ótimo.

Quem puder leia "L'intelligence en péril de mort", de Marcel de Corte. É uma obra que pode fazer muitos começarem a abrir os olhos para o fato de que o proscrito, o condenado liberalismo católico é a SÚMULA DE TODAS AS HERESIAS — e hoje coloca cerejas no bolo de Satanás.
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Insisto na sugestão de de leitura de Sidney Silveira!

Para quem ainda não conhece o Islã (submissão) sugiro o vídeo abaixo.

https://youtu.be/RELj3NzJK9Y

Saint-Denis é a Igreja onde estão as tumbas dos Reis de França. Saint Denis foi o primeiro bispo de Paris e mártir. Foi decapitado e, mesmo assim, marchou seis quilômetros, carregando sua própria  cabeça até onde hoje está sua Igreja. Ele é o Patrono de Paris.



 Eis uma de suas estátuas.




Saint Denis, priez pour votre Paris!

quarta-feira, março 14, 2018


Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXXII

Comento aqui a edição do quarto Domingo da Quaresma d’O DOMINGO de 11/03/2018.

O desenhozinho de antes dos Ritos Iniciais é a grande surpresa dessa edição.



Como o Evangelho da Missa Nova começa, “Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemus”, podemos supor que o homem a quem Jesus fala é Nicodemos. Uma curiosa semelhança nos faz lembrar outro personagem: o nosso Nicodemos. Esse personagem comunga. Vejam as fotos abaixo.

Em 2005, no funeral de JPII

Em 2018, em São Bernardo do Campo


Em 2005, quando perguntado sobre a Confissão Sacramental antes da Comunhão, esse personagem respondeu: “"Não precisa, eu sou um homem sem pecados", disse, sorrindo. E completou, afirmando que não sabe "o que é ser um bom católico". "Acima de tudo, temos de ser bons seres humanos", salientou.” Em 2018, não encontrei nenhuma menção ao estado de nosso Nicodemos.

Deixo aos leitores as considerações possíveis neste caso.

Vou agora ao artigo final “Jesus Revela o Amor de Deus”, do Pe. Nilo Luza, redator do panfleto. As frases que chamam nossa atenção são estas: “Por causa de sua (de Jesus) opção em favor da humanidade mais fragilizada, Jesus acabou morrendo na cruz como marginal e criminoso. Não poupou sua vida; ao contrário, doou-a para que aprendêssemos a não nos fecharmos em nosso egoísmo, buscado salvar a nós próprios, mas soubéssemos olhar para o sofrimento de tantos irmãos e irmãs, solidarizando-nos com eles – especialmente os que habitam as ‘periferias existenciais’. Somente as pessoas generosas, capazes de amar até a doação da própria vida, pode-se construir uma nova sociedade.” (Grifos meus.)

A teologia do Pe. Luza nos ensina que aquela máxima de que devemos nos salvar primeiro para depois tentar salvar nossos próximos é puro egoísmo. Aquilo que Dom Chautard nos fala sobre o apostolado (em seu livro A Alma de Todo Apostolado), de que primeiro é preciso ter vida interior (estar em estado de graça, permanentemente) para depois tentarmos algum apostolado, ou seja, tentar salvar os outros, já está ultrapassado na igreja de Pe. Luza.

Destaco também as “periferias existenciais” das quais nada sei, mas achei muito “chique” a expressão. Seria uma periferia da existência, algo que estivesse ainda fora da existência (ainda não seria um ente, ainda não teria ser) e que por nossa ação passaria a ter existência? Seriam os esquecidos, de que nos fala o Cardeal del Val na sua extraordinária Ladainha da Humildade: do desejo de ser conhecido, livrai-nos Senhor? São José estaria na categoria da periferia existencial (quase nada se fala dele nas Escrituras)? Não sei. Mas o que suspeito, do que sinto um cheirinho aqui, é a velha lenga-lenga comunistóide da teologia da embromação.

Sim, e também tem a coisa de “construir uma nova sociedade”. Aqui, lembremos de Iscariotes, que espera exatamente isso de Jesus. Tendo se decepcionado com Ele, O vendeu por trinta dinheiros. Iscariotes sempre estava preocupado com os pobres, mas não recusou os trinta dinheiros dos judeus. Ninguém é de ferro, né?

Temos também, como tem acontecido, o texto sobre a campanha da fraternidade, assinado pela ex-prefeita petista (cheia de processos por corrupção), abortista confessa (ver aqui), autodenominada “missionária na Amazônia”. Continua a falar sobre violência, sem mencionar o aborto. Suas sugestões são variadas. Ela dá uma receita para a educação para a paz. Segundo ela, precisamos desenvolver: consciência de cidadania, ações em redes, novo conceito de segurança, ampliar a participação nas CEB’s e nos grupos da Pastoral Operária e demais pastorais operárias. Tudo o que pregam esses teólogos canalhas da teologia da embromação.

Para terminar, e aqui também eu termino, as palavras do Papa Francisco: “Continuai com a vossa luta e, por favor, cuidai bem da Mãe Terra”. Mãe Terra em caixa alta? Nossa Mãe, dos católicos, é só uma: Maria Santíssima. Rezemos pela conversão desse pessoal!






quinta-feira, março 08, 2018

Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXXI


Comento aqui, principalmente, os artigos finais d’O DOMINGO de 04/03/2018. Um deles é do Pe. Paulo Bazaglia, o outro de Izalene Tiene, nossa “leiga missionária na Amazônia”, que já conhecemos do comentário anterior.

O Evangelho dessa Missa Nova, no terceiro domingo da Quaresma, é o da expulsão dos vendilhões do Templo. Na Missa de Sempre é o do Demônio Mudo. Sobre este, veja o comentário do Padre Élcio, do qual eu destaco:

Quero, no entanto, salientar a obrigação dos Eclesiásticos. Na verdade, é o respeito e os interesses humanos que impedem que os superiores eclesiásticos se declarem publicamente por Deus, por Jesus realmente presente na Hóstia Consagrada. Lamentam talvez internamente os sacrilégios, mas não falam contra eles. Mantêm a verdade cativa, e não ousam confessar publicamente a sua fé, ainda mesmo quando o silêncio é uma espécie de apostasia. Os estragos do demônio mudo nunca são tão deploráveis como quando exerce a sua tirania sobre os mesmos Pastores. O maior triunfo deste demônio terrível é encadear a palavra sacerdotal. Ou fecha a boca aos ministros do Senhor, ou não lhes permite que falem senão com timidez, quando deviam falar com energia. (Negritos são meus)

Quanto ao Evangelho da Missa Nova, o Pe. Bazaglia dá sua interpretação no artigo O Novo Santuário. Para esse padre o que Jesus fez foi lutar contra a exploração a exploração dos pobres, contra “as práticas de injustiça”. Nisso o Pe. Bazaglia está de acordo com o comentário que encontramos na Bíblia Sagrada, edição pastoral da Paulus. Lê-se o seguinte comentário, na página 1356 dessa publicação, referente aos versículos 13-22, do segundo capítulo do Evangelho de São João: “Expulsando os comerciantes, Jesus denuncia a opressão e a exploração dos pobres pelas autoridades religiosas”.

Bem, o que Pe. Bazaglia deveria ter dito e não disse? Os leitores podem ir, por exemplo, à Catena Aurea para examinar o que disseram os Padres da Igreja sobre esse Evangelho. Cito aqui um trecho do comentário do bispo Frederick Justus Knecht, na sua obra Um Comentário Prático da Sagrada Escritura:

Seu corpo é também um templo do Espírito Santo. Você já o profanou com ocupações indignas? Tome uma firme resolução de honrar seu corpo como o templo do Espírito Santo, e nunca o profane!

Muitos cristãos se comportam irreverentemente na Igreja, na presença do Santíssimo Sacramento. Essas pessoas merecem ser expulsas do templo com chicote. Nosso Senhor não quer, é verdade, expulsá-las agora, mas no Dia do Julgamento, Ele as tratará mais severamente do que tratou os vendilhões do Templo de Jesusalém.

Você agradece a Deus todos os dias por seu Batismo, e por todas as graças que por ele, sem nenhum mérito seu, você recebe? Você ama a Deus, que é infinitamente bom, com todo o seu coração? Como você demonstra esse amor?

Vê-se que Pe. Bazaglia, com sua lenga-lenga comunista, deixou de nos ensinar coisas muito importantes.

Vamos agora à nossa missionária da Amazônia, que assina a coluna devotada à Campanha da Fraternidade. Ela continua a falar da violência contra a mulher e divulga um calendário de manifestações que inclui até o dia nacional da consciência negra. Esse é o terceiro artigo a ex-prefeita de Campinas pelo PT, cheia de processos por corrupção, falando a violência. O que impressiona é a ausência da temática do aborto, que é, digamos, uma violência que clama aos Céus. Mas é compreensível que ela disto não fale, pois ela é favorável ao aborto. Nossa missionária, porta-voz da Campanha da Fraternidade, é militante abortista. Não é um caso curioso que a CNBB escolha como porta-voz da Campanha da Fraternidade uma abortista? Vocês acham que o blogueiro enlouqueceu? Vejam só esta marcha das mulheres, em 2010. Na reportagem há uma foto da nossa missionária e também uma citação de suas palavras: “O aborto é uma questão de saúde pública”.

Não posso acreditar que a CNBB desconheça as ideias de sua porta-voz. Única conclusão possível é que esse sindicato de bispos é favorável ao aborto. Não estou dizendo que todos os bispos brasileiros sejam favoráveis ao aborto, mas seu sindicato o é, indubitavelmente. Ou isto, ou essa missionária já estaria excomungada.



terça-feira, março 06, 2018

Ainda há esperança neste nosso triste Brasil!

Recentemente li uma representação ao presidente da Câmara de Procuradores de Justiça do Ministério Público Federal do Estado de Minas Gerais, assinada por três procuradores: os doutores César Antônio  Cossi, Mônica Aparecida Bezerra Cavalcanti Fiorentino e Márcio Luís Chila Freyesleben, sobre ideologia de gênero. 

É um documento a se ler e se admirar, pela amplitude e correção da análise, pela erudição dos doutores. Mostra-nos, o documento, que nem todos estão dormindo no Brasil. Há gente muito boa lutando por valores civilizacionais sem os quais nos afundaremos na barbárie.

Para ler o documento, por favor, vão ao blog do doutor Chila

Que Deus e Sua Mãe abençoem esses corajosos procuradores!

quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Lições das missas dominicais pós-Vaticano II– Parte XXX


Comento aqui, principalmente, os artigos finais d’O DOMINGO de 25/02/2018. Um deles é do Pe. Paulo Bazaglia, o outro de Izalene Tiene, nossa “leiga missionária na Amazônia”, que já conhecemos do comentário anterior.

O Evangelho dessa Missa, segundo domingo da Quaresma é o da Transfiguração. Vamos ver o que nos dizem a Igreja pós-Vaticano II desse extraordinário acontecimento. No comecinho da parte do folheto intitulado Ritos Iniciais, sempre vem um texto, que não faz parte dos tais ritos, mas como vem depois do título, parece que sim. A mensagem do folheto, que não há como não considerar uma mensagem oficial, é a dos mandatários da Igreja no Brasil. Na sua parte final está a mensagem principal dos bispos comunistas do Brasil: “a Fé nos garante ser possível transfigurar a sociedade marcada pela violência e a vida de quem foi despojado de sua dignidade”.

Então, se entendemos bem a mensagem comunista, ela é a seguinte: Jesus subiu ao Monte Tabor, levando três apóstolos, transfigurou-Se na frente deles, conversou com Moisés e Elias, para nos ensinar que podemos transfigurar a sociedade em que nós vivemos.

Essa é também a mensagem que o artigo do Pe. Nilo Luza nos dá num dos artigos finais do folheto. Pe. Luza não é tão sucinto quanto a mensagem inicial, talvez até escrita por ele mesmo, já que é o redator do folheto. Ele usa muitas palavras vazias e enganosas, mas sua mensagem é clara: “Somos convidados a subir a montanha com Jesus, fazer a experiência de sua transfiguração e escutar a voz do Mestre, que nos pede fidelidade no seguimento e nos aponta o que deve ser transfigurado ou transformado na realidade em que vivemos”.

Segundo a exegese distorcida do Pe. Luza, Jesus nos convida a “fazer a experiência de sua transfiguração”. É como se Jesus dissesse para os três apóstolos: “Estão vendo como é fácil? Venham aqui que Eu vou ensiná-los. Isso, fiquem de pé, façam isso e aquilo, e, vejam!, vocês se transfiguraram! Agora, vocês desçam e ensinem ao mundo o processo. Não, Moisés e Elias, não estarão disponível para as gentes. Ensinem apenas a transfiguração.”

Mas Pe. Luza diz mais, claro. Ele diz que o seguimento de Jesus significa transfigurar e transformar a realidade em que vivemos. Descobrimos, com o Pe. Luza, que os marxistas de todos os matizes (e como existem matizes!) são aqueles que aprenderam a verdadeira mensagem da transfiguração (assim, com letras minúsculas). Vejam vocês que o slogan “Um outro mundo é possível” e a condensação da Transfiguração do Monte Tabor. Nesse sentido, Pe. Luza transforma Marx num discípulo aplicado de Jesus. Não é uma gracinha esse Pe. Luza, redator do folheto O Domingo?!

Num outro post, veremos o verdadeiro significado da Transfiguração. Traduzirei um trecho do “A Practical Commentary on Holy Scripture” [Comentário Prático da Sagrada Escritura], do bispo Frederick Justus Knecht, livro que recomendo a todos.
Por ora, nos ocupemos da leiga missionária na Amazônia, Izalene Tiene. Ao que parece, essa senhora, pelo menos provisoriamente é a porta voz da Campanha da Fraternidade, pois a coluna dessa campanha é assinada novamente por ela. Izalene, conforme comentei no post anterior, é ex-prefeita de Campinas, do PT, e está cheia de processos por corrupção nas costas, o que não é novidade nessa legenda. Talvez, ao longo da campanha, alguns outros “companheiros” irão escrever também a coluna. Sugiro alguns: Zé Dirceu (companheiro de frei Beto lá em Cuba), Zé Genoíno, Lula, etc

Vocês sabem, a campanha versa sobre a violência. Pelo menos até agora, nenhuma palavra sobre os 60 mil brasileiros que morrem por ano, assassinados neste pobre país!

Mas o mais interessante do texto é uma referência à Laudato Si (em que a colunista diz ser o fundamento da Doutrina Social da Igreja, elogiando sua espiritualidade), e uma proposta da conversão de todos.

A Laudato Si, vocês sabem, é a encíclica do Papa Francisco que apoia uma fraude científica, a do aquecimento global. Mas não só apoia a fraude, ela apóia também todas as iniciativas baseadas nessa fraude.

Mas dirão os leitores que se a Izalene está propondo a conversão de todos, ao menos em alguma coisa a leiga missionária da Amazônia está em consonância com os ensinamentos de sempre da Igreja. Afinal, Quaresma é tempo de conversão. Talvez o blogueiro esteja de implicância com a pobre missionária.

Vejamos a frase da ex-prefeita do PT: “Cabe a nós, mulheres e homens da cidade e do campo, cuidar da criação, colaborando com Deus, denunciando as práticas que devastam a natureza. Devemos estimular uma ‘conversão ecológica’ nos nossos grupos e comunidades e em todos os espaços da sociedade”.

Ah!, agora sim. Uma conversão ecológica, hein? Que tal?

Em conclusão, com o folheto de hoje aprendemos que a mensagem da transfiguração ainda vive, mais que nunca, em todos os matizes do comunismo, que é o continuador da mensagem de Nosso Senhor no Monte Tabor. Aprendemos também que nesta Quaresma, tempo de conversão, devemos nos empenhar ao máximo na conversão ecológica proposta pela ilustre Izalene do PT. Ah!, e não se esqueça da espiritualidade da Laudato Si.